O que os cadeados do amor nos ensinam sobre gestão emocional?
- Val Ritis
- 19 de jan.
- 2 min de leitura

Eu tirei essa foto no último sábado, quando estava passeando em North Vancouver. O dia estava lindo!
Eu amo a simbologia desses cadeados: dois nomes, uma data, um “eu escolho você” deixado no mundo como lembrança.
É bonito porque fala de algo que todo amor verdadeiro deseja: permanecer.
Mas depois, quando olhei as fotos com mais calma, tive uma outra reflexão… sobre amor-próprio.
Porque se o amor-próprio não está presente, fica difícil amar o outro com presença, consistência e verdade.
A gente até ama… mas ama com medo.
Ama buscando prova, buscando garantia, buscando segurança do lado de fora.
E, sem perceber, a gente começa a apertar o vínculo, com cobranças, controle, expectativas… às vezes com silêncio, às vezes com testes.
Não por maldade.
Mas porque existem vozes internas que, por medo, tentam assumir o comando para nos proteger de uma dor que ainda não cicatrizou.
É uma parte nossa com fome de ser vista, validada e protegida.
Amor-próprio, pra mim, é o contrário disso.
É presença interna.
É maturidade emocional.
É perceber quem está tentando “dirigir” você por dentro em cada momento, e escolher voltar para si.
É se respeitar quando ninguém está olhando.
É se enxergar com honestidade e gentileza.
É reconhecer as próprias forças, e não só as fraquezas.
É lembrar do poder dentro de si mesmo, mesmo quando o mundo parece desabar ao seu redor.
E quando esse amor existe… o amor pelo outro muda de qualidade.
Ele fica mais limpo. Mais livre. Mais inteiro.
Você não ama pra ser salvo. Você ama pra compartilhar.
Você não pede ao outro pra preencher um buraco. Você oferece um coração já habitado.
Talvez por isso eu goste tanto dessa imagem: ela me lembra que amor maduro não prende, ele sustenta.
E o primeiro lugar onde ele precisa sustentar… é dentro da gente.
Hoje eu deixo uma pergunta sincera pra você:
Qual é um gesto simples de amor-próprio que você pode fazer por você esta semana?





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